Depois das minhas várias aventuras no sector da saúde, eis que estou a viver mais uma.
Eu já foi peladas pelo corpo todo (cremes 3x ao dia... durante semanas!).
Eu já foi otites (por 2x).
Eu já foi rótula (será que já está OK?).
E agora... um gânglio linfático por baixo do maxilar.
Eu explico.
Pode ser interessante caso aconteça com um gato vosso conhecido...
Sábado, dia 7 de AbrilUm dos meus donos faz-me uma apalpação, que já é habitual (que chatos). Nota um pequeno caroço por baixo do meu maxilar esquerdo.
Segunda-feira, dia 9 de AbrilO caroço cresce mais do triplo. Vê-se ao longe um alto bem grande. No entanto, eu não apresentava qualquer sintoma fora do normal. Comia, bebia, fazia as necessidades, brincava, etc.
Mesmo assim os donos entram em parafuso, e regressam a Lisboa no próprio dia (eram para vir só na terça).
Chegados a Lisboa, vamos todos directos para o VET, sem passar pela
casa de partida.
Depois da consulta, o diagnóstico apontava para um gânglio linfático. A causa estaria possivelmente na picada de um insecto ou aracnídeo.
Levei 2 picadas (anti-inflamatório + antibiótico) contra as quais revoltei-me!
E fui para casa, finalmente...
Já em casa, ao cair da noite, os donos notam uma manchinha vermelha no chão da cozinha.
Ao mesmo tempo reparam que eu tento lavar sem sucesso o meu pescoço.
Vão inspeccionar e descobrem que o gânglio rebentou.
Era pus e sangue a sair... com abundância.
Assim, espremeram até não poderem mais e desinfectaram com àgua oxigenada (agora tenho pêlos loirinhos... eh eh).
Terça-feira, dia 10 de AbrilDe manhã voltam a espremer ainda mais o pobre gânglio, e desinfectam.
Volto ao VET da parte da tarde.
As notícias são excelentes por um lado e muito ruins por outro.
O facto do pus sair foi muito bom. Vou ficar OK!!
Mas... tive de levar mais 2 picadas (refilei que nem um Leão +1x)
E ainda tenho de ficar 8 dias (x2) a tomar comprimidos.
Quanto a estas duas situações até aceito...
Mas o pior é... usar um daqueles cones protectores durante uns dias... até a ferida sarar!


Oh céus...!!!
É de loucos. Detesto.
Irritante até mais não.
Faz-me andar deprimido.
Ando muito cabisbaixo.
Bato em tudo o que aparece: cadeiras, paredes, portas, etc.
Falta-me a liberdade, que todos prezamos (vou apelidar o cone de Salazar...).
Mas felizmente, tudo vai terminar.
Vai ser o fim da picada. Literalmente.
E o mais importante de tudo é que vou ficar bom, o que justifica qualquer incómodo.
Ah pois é!!